Hospedagem em Miami e Orlando - por Anderson Pedreira

Publicado em 08/07/2015 às 10h00

Olá, pessoal!

Em posts anteriores, falei sobre o planejamento da viagem, sobre o cruzeiro e sobre a cidade de Miami.

Hoje vou falar um pouco sobre os hotéis nos quais nos hospedamos em Orlando e Miami na última viagem, em dezembro de 2014.

Em Miami ficamos no Courtyard By Marriot Miami Downtown, localizado em Brickell, no 200 SE 2nd Avenue.

O Courtyard by Marriot Miami Downtown é um excelente hotel. Próximo ao terminal de cruzeiros do Porto de Miami, do Bayside Marketplace (dá pra ir a pé, se desejar), do acesso para Miami Beach, das saídas para as vias expressas, inclusive a I-95, e a uns cinquenta metros do Restaurante Camilla’s de Miami.

Os quartos são amplos, limpos, bem arrumados, com duas camas queen e muito confortáveis. Se desejar, você pode estacionar no seu próprio andar, já que até o sexto andar existe acesso para a garagem com a própria chave do quarto, evitando aquele sobe e desce de malas pelo elevador. O estacionamento é pago. São 18 dólares/dia se você mesmo pegar seu carro e 25 dólares/dia se você preferir usar o serviço de vallet.

A equipe da recepção foi muito atenciosa e simpática, o wifi funcionou muito bem e para o café há um Starbuck’s no lobby do hotel. Para snacks e bebidas como água, sucos e refrigerantes, existe uma área bem ao lado dos quiosques da recepção que tem esses produtos. É só pegar e apresentar a quem estiver nos quiosques, para incluir na conta. Todos os andares têm gelo.

Em Orlando ficamos, inicialmente, no Rosen Inn At Pointe Orlando. Depois fomos para o Universal’s Loews Royal Pacific Hotel e, após três dias, voltamos para o Rosen Inn At Pointe. Já explico o motivo!

Chegamos ao Rosen Inn At Pointe Orlando, localizado no 9000, International Drive, à noite, por volta de 19 horas, sob chuva torrencial! Existe uma área coberta bem extensa na entrada do hotel, por isso não tivemos problemas para desembarcar.

O Rosen Inn At Pointe Orlando é muito bem localizado. É um de seus pontos altos e, certamente, faz a diferença na hora de escolher entre ele e outros semelhantes. Está a uns 10 a 15 minutos dos parques Universal e uns 25 minutos da Disney, pela I-4.

Fica exatamente em frente à Wonderworks e ao Pointe Orlando. De um lado tem um Pizza Hut e de outro ficam o Air Florida (passeio de helicóptero), Olive Garden, TGI Friday’s, Walgreen’s, Icebar e Senor Frog’s, entre outros. Muito perto do novo complexo da Orlando Eye, Madame Tussaud’s e Orlando Sealife Aquarium.

O hotel tem 3 piscinas, duas delas aquecidas no inverno, e um playground. Todos os blocos têm ponto de gelo e lavanderia

Ao chegar, não é necessário desembarcar a bagagem do carro, pois no pavilhão da recepção não há hospedagem. Você vai até o frontdesk fazer o check in e, neste momento, cadastra seu veículo e recebe as chaves do quarto, que ficará em um dos blocos, de A até G. Ficamos no bloco F.

No bloco da recepção ficam o frontdesk, a loja de conveniências 24 horas, uma lojinha de lembranças, um restaurante, um bar, um ponto de venda de ingressos para atrações e o quiosque da Universal.

O Rosen Inn At Pointe é um “Destination Universal Partner Hotel”, ou seja, é um hotel que dá benefícios para seus hóspedes no complexo Universal, entre eles transporte gratuito e descontos em comida, bebida e alguns produtos Universal. Se quiser saber mais, é só procurar no site da Universal.

Check in feito por um atendente brasileiro, entramos no carro e pegamos a rua de acesso aos blocos, que é de mão única e dá a volta em todo o hotel. Entrada por um lado e saída pelo outro. O bloco F fica nos fundos do hotel, próximo à I-4, e é bem silencioso. Existe uma saída de veículos para a Samoan Court, rua lateral ao hotel e onde fica o Pizza Hut. Também serve de saída para a ID pela Samoan Ct para quem fica nos blocos A, B, G e F, que assim não precisa ir até a saída principal.

O quarto era amplo, limpo e funcional. Armário, uma cômoda com muitas gavetas, duas camas queen, cofre, tv com muitos canais, frigobar, cafeteira e micro-ondas. Banheiro com água quente e limpo. Wifi do hotel pegava muito bem. Em cima da cômoda, você encontra um mapa da International Drive com suas várias atrações e cupons de descontos para lojas, restaurantes e atrações como a Wonderworks, Titanic Exhibition e Ripley’s.

São mais de mil quartos no total! Muitos carros necessitam de muita área de estacionamento (gratuito, por sinal). Muita gente significa grande trânsito de pessoas pelos corredores e áreas comuns. Talvez esses sejam os motivos de algumas pessoas dizerem que acham o hotel inseguro. Mas não achei. Vi seguranças rondando de madrugada! O que pode acontecer, e acontece sim, é algum hóspede se perder e confundir o quarto, errando de andar ou até de bloco, pelas grandes dimensões do hotel, e acabar batendo à sua porta!

Não é um hotel novo, mas serve muito bem para o que se deseja em Orlando a um preço justo, ou seja, um lugar muito bem localizado, decente e seguro para descansar. Ótima relação custo-benefício!

Saímos do Rosen Inn At Pointe e fomos para o Universal’s Loews Royal Pacific Resort, um dos três hotéis de luxo do complexo Universal. Ele fica na 6300, Hollywood Way. Os outros são o Hard Rock e o Loews Portofino Bay. Como hotéis de luxo, são bem mais caros, chegando ao ponto de 1 diária do Royal Pacific chegar a equivaler a 4 diárias do Rosen Inn At Pointe.

Como viajamos na época do Natal e Ano Novo, a mais cheia e mais cara do ano inteiro, e como não queríamos perder muito tempo em filas, decidimos pesquisar o valor do Express Pass da Universal, equivalente ao Fast Pass Disney.

Diferente do Disney Fast Pass, o Universal Express Pass é pago por fora do ingresso e não tem hora marcada. Outra desvantagem é que ele não vale para as atrações das áreas da franquia Harry Potter.

O valor do Universal Express Pass varia com a época do ano (fomos na época mais cara, a 100 dólares por pessoa/parque/dia) e deve ser pago por pessoa, por dia e por parque! Ou seja, como fomos em 3 pessoas e passaríamos 3 dias no complexo Universal, além do ingresso, teríamos que pagar mais 300 dólares por dia, o que daria 900 dólares. Isso se pegássemos o Express Pass para apenas um parque por dia! Se quiséssemos para os dois parques, seriam 1800 dólares!

Ao pesquisar alguns sites especializados, vi que o Express Pass é gratuito para os hóspedes dos hotéis de luxo da Universal e que, além dessa vantagem, os hóspedes também têm acesso às áreas Harry Potter (Wizarding World of Harry Potter, no Islands of Adventure, e Diagon Alley, no Universal Studios) uma hora antes do horário previsto para a abertura do parque ao público, o que minimiza o fato do Express Pass não valer para essas áreas.

Feitas as contas, vi que se ficássemos duas diárias no Royal Pacific, a conta seria muito mais barata. Valeria muito a pena, também, pois o hotel é muito próximo ao complexo e tem transporte por barco até a CityWalk, além de caminhos muito bem cuidados que chegam na CityWalk exatamente entre a ponte de acesso ao Islands of Adventure e o Jimmy Buffett’s Margaritaville (aquele em frente ao avião).

Outro ponto forte é que você pode utilizar o Express Pass desde a manhã do dia em que fizer o check in, até o fechamento dos parques no dia em que fizer o check out. No dia da entrada, chegue pela manhã que o hotel guarda suas malas até que você retorne do parque para ocupar o quarto. No dia da saída, você faz o check out e o hotel guarda suas malas até o momento em que o parque fechar. Ou seja, eles dão plenas condições para que o benefício do Express Pass seja muito bem aproveitado.

Chegamos ao Royal Pacific às 9 horas e fizemos o check in, que na verdade seria, na prática, a partir de 15 horas. Com isso pudemos ir até os quiosques para confecção do Express Pass e aproveitar os parques, nas filas do Express Pass, a partir de 10 horas. Por volta de 13 horas, quando estávamos almoçando no Bubba Gump Shrimp, recebemos uma ligação do Royal Pacific dizendo que nosso quarto já estava liberado para ocupação assim que retornássemos. Achei esse serviço muito eficiente.

O hotel é lindo, imponente e o serviço é atencioso, mas não é padrão cinco estrelas. Pegamos um quarto com vista para a piscina, muito confortável, amplo, bem decorado, camas queen, roupa de cama nova, frigobar, cafeteira e produtos de higiene diferenciados. O cofre é muito pequeno e o wifi gratuito no quarto é outro ponto fraco, diferente do wifi do lobby, que era muito bom. Se desejar, há opção de adquirir um pacote de dados de muito melhor qualidade no quarto.

O Royal Pacific tem um setor de concierge que ajuda na compra de ingressos, restaurantes e outras atividades fora do hotel. Não usei, mas percebi que são bem prestativos! Possui uma ótima piscina e os funcionários são educados e solícitos, apesar de poucos falarem espanhol e nenhum falar português. Pedi serviço de quarto por volta de meia-noite e a refeição veio rápido e estava saborosa. Serviço eficiente e atencioso. Fui muito bem tratado por todos os funcionários com quem tive contato.

Outra vantagem é poder usar a chave magnética do hotel para fazer compras em todos os parques e restaurantes do complexo Universal e pagar tudo junto no check out do resort. Além disso, as compras podem ser entregues na recepção do hotel, assim você não carrega sacolas. O Royal Pacific tem uma lojinha da Universal dentro do hotel, onde você também encontra alguns medicamentos, água e refrigerantes, além dos diversos modelos de copos/refil da Universal.

Lembre-se de levar um porta-crachá para colocar todos os três cartões! Facilita muito a vida pois, afinal, você estará levando o ingresso, o Express Pass e a chave do quarto! Como o Express Pass é mostrado duas vezes na fila das atrações, é bom deixa-lo à frente dos outros, pois aí não precisa retirar do porta-crachá, já que a leitora magnética atravessa o plástico.

Os restaurantes dentro do hotel são muito bons, embora eu ache que vale mais a pena comer na CityWalk, pela proximidade e variedade de restaurantes de lá. O café da manhã buffet é pago e é caro! Existe a opção à la carte, também. O estacionamento é pago e você pode escolher o self parking (USD 20/dia) ou valet (USD 25/dia).

A entrada antecipada nos parques Universal e o Express Pass são benefícios extremamente atraentes e eficazes para que o hóspede aproveite bem sua estadia durante as festas de final de ano, devido à lotação dos parques. A trilha para os parques, muito bem cuidada, e o transporte aquático são pontos altos do hotel. No final, valeu muito a pena.

Depois de três dias no complexo Universal, retornamos ao Rosen Inn At Pointe Orlando, mas dessa vez ficamos no bloco A, o mais próximo à recepção.

O quarto era exatamente igual ao do bloco F, onde ficamos anteriormente. Wifi excelente e proximidade da International Drive são os grandes atrativos do bloco A.

Há, entretanto, uma desvantagem no bloco A: ele fica exatamente de frente para a Air Florida, uma empresa que faz passeios turísticos de helicóptero, sendo assim, a partir de oito e meia da manhã começam os pousos e decolagens, que só se encerram quando o sol se põe (em julho, por volta de 20 horas). Portanto, para quem quiser dormir até um pouco mais tarde e se incomoda com qualquer barulho, não recomendo esse bloco.

Em relação à segurança, posso dizer que o alarme de incêndio funciona muito bem! Determinada manhã dormíamos tranquilamente quando, de repente, um som extremamente alto nos acordou. Era o alarme de incêndio! Numa olhada rápida, vi que o problema não era no nosso quarto. E aí cada um correu para o que era mais importante: eu corri para o cofre para salvar documentos, passaporte e carteira; minha filha correu para o Iphone novo e a esposa para os biscoitos, porque já acorda com fome...ô família!!!

Saímos do quarto e as famílias americanas e japonesas já estavam no térreo ou descendo as escadas, organizadamente, enquanto as brasileiras olhavam da sacada naquele estilo “o que está acontecendo? Preciso ir mesmo?” Lá embaixo, o pessoal da Air Florida olhando para o bloco, as pessoas paradas na International Drive, assustadas, e dois imensos caminhões de bombeiros entrando no hotel.

Então veio a chefe da segurança, avisando aos berros que foi um alarme falso e que poderíamos retornar para os quartos sem problemas. Mas qual foi o motivo do alarme falso? Como isso não me saía da cabeça, fui até a chefe da segurança perguntar o que havia acontecido, assim como vários ouros hóspedes. A resposta: as câmeras de segurança gravaram um menino brasileiro, de 8 anos, hóspede, que estava curioso para saber o que acontece quando o alarme de incêndio é acionado. E apertou o botão! O hotel repassou ao pai da criança o valor da multa que recebeu do corpo de bombeiros pelos gastos com o alarme falso...

As fotos estão na ordem de ocupação do hotel. Primeiro o Courtyard, depois Rosen Inn At Pointe Orlando e, por último, o Royal Pacific. As últimas 4 fotos foram tiradas às 7 da manhã, na trilha a caminho dos parques Universal, para aproveitar a entrada antecipada.

É isso, então! Espero que este relato seja de alguma ajuda! Grande abraço e até o próximo post!

 

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