Cruzeiro no Caribe - por Anderson Pedreira

Publicado em 13/04/2015 às 17h32

 

Olá, pessoal!

Como falei no primeiro post sobre a viagem que fizemos em dezembro, hoje vou dizer o que achei do cruzeiro pelo Caribe, primeira parte da viagem, e durante o qual comemoramos os 15 anos da baixinha. Valeu muito a pena e, comparando valores, é muito mais barato do que por aqui.

Como disse lá atrás, no primeiro post, não é o objetivo principal aqui do grupo, mas é bom para aqueles que desejam fazer um dos cruzeiros da Disney Cruise Line que possuem o mesmo itinerário.

Em 2013, fizemos um cruzeiro no MSC Orchestra saindo daqui do Rio, indo a Buenos Aires por dois dias, Punta Del Este e Ilhabela e adoramos! Como a MSC tem cruzeiros saindo de Miami para o Caribe, decidimos fazer um deles na nossa viagem, que assim teria que incluir Miami, que ainda não conhecíamos.

Embarcamos no voo TAM (GIG-MIA direto) que partiu do Rio às 22 horas de uma sexta e chegamos em Miami às 4 da manhā (horário local) do dia em que o cruzeiro começou, um sábado. Check in rápido, voo bastante tranquilo e muito bom serviço de bordo.

Como chegamos cedo e a imigração foi bem rápida, matamos um tempinho no aeroporto, tomamos café, coloquei o chip da Easysim 4U no celular (deu um probleminha que foi prontamente resolvido pelo Rafick, a quem devo desculpas por chatear tāo cedo, já que eu não sabia que ele mora lá na Costa Oeste dos EUA, ou seja, 3 horas a menos que o horário de Miami) e, por volta de 9 horas, pegamos um táxi para a casa de amigos que moram em Miami.

Nesse momento entendi porque todo mundo aluga carro em Miami, mesmo que por apenas um dia! A ida para a casa do meu amigo e depois a ida para o porto de Miami somaram um deslocamento de 45 minutos e um gasto de 100 dólares! Mais que uma diária de aluguel de carro!

O terminal de passageiros do porto de Miami é gigantesco, mas de longe você consegue ver o navio e o transporte nos deixa em frente ao terminal de embarque. Existe transfer aeroporto-porto de shuttle ou, se decidir ir de táxi, a tarifa é fixa e custa 24 dólares. Todas essas informações podem ser acessadas tanto no site do aeroporto de Miami quanto no do porto.

Passamos pela imigração novamente (saindo dos EUA), fizemos o check in no terminal por volta de 1230 e, às 1330, já estávamos no navio. Demos sorte e nossa cabine já estava pronta e as malas na porta! A partir daí foi só curtir o MSC Divina até a partida, às 19 horas. Como pegamos o segundo turno do jantar, partimos para o teatro para uma apresentação baseada nas canções de Frank Sinatra. Enquanto metade dos passageiros está no teatro, a outra metade está no jantar, e depois há a troca de atividades.

O navio tinha muitos brasileiros e a toda hora se esbarrava em alguém falando português. Vários tripulantes também falam nosso idioma, mas a língua oficial realmente é o inglês. Também havia muitos japoneses, sul-coreanos, franceses e alemães. Muitos idosos americanos, naqueles carrinhos elétricos que vemos nos parques, fizeram grandes festas! Acessibilidade total para eles, que aproveitaram muito e deram um grande exemplo de como é envelhecer com qualidade de vida!

Deixamos Miami no sábado à noite para dois dias seguidos de navegação até chegarmos a Saint Maarten. Nesse período tivemos a noite de gala, piscinas bombando, apresentações no teatro, aproveitamos o spa e diversas outras atividades, como o cassino, boate, área de jogos, etc. Você faz o que quiser ou, se preferir, não faz nada, rsrsrs!

E comida à vontade! Muita e de qualidade! Acho que ganhei uns dois quilos no cruzeiro, que foram totalmente gastos durante os 12 dias batendo perna em Orlando!

As praias de Saint Maarten são realmente lindas, a cidade em si nem tanto, mas evitem alugar carro por lá! É o pior trânsito que já vi até hoje!!! O navio que estava ao nosso lado no cais, da Royal Caribbean, já tinha retirado algumas malas e estava quase recolhendo a rampa de embarque, quando chegaram dois carros alugados com os donos da bagagem. E isso está no contrato: se o passageiro perder a hora do retorno, o navio não vai esperar! Acreditem! O trânsito é horrível mesmo!!!

Em todas as paradas o navio oferece excursões em terra, mas os preços não são camaradas. Quem quiser, vai, quem não quiser faz um passeio por sua própria conta, negociando valor de taxi. Acho que em St Maarten, pelo transito caótico, valeu a pena pegar a excursão.

No outro dia a parada foi em San Juan, capital de Porto Rico, cidade na qual não é necessário pegar a excursão e também não há tanta coisa assim para fazer, sendo bem sincero. Aproveitamos para curtir as piscinas do navio, que estavam vazias. Nesse dia tivemos como vizinhos de porto o Disney Fantasy, e foi perceptível que muitos passageiros dele não desembarcaram para aproveitar a animação na área da piscina, com vários personagens, e o toboágua.

Nessa noite foi o aniversário de 15 anos da baixinha. O bolo foi encomendado quando fechei o cruzeiro, em março, e foi só ir até o maitre do restaurante e marcar o dia em que eu queria que o bolo fosse trazido. Aliás, a entrada do bolo é uma festa, já que os garçons se juntam e trazem o bolo cantando um “happy bithday” bem animado, e todo o salāo se junta a eles na festa. Como foi uma surpresa, minha filhota ficou sem entender nada, até que os garçons pararam na frente dela cantando e batendo palmas. Foi um momento muito legal!

Um aspecto que devo salientar, apesar de parecer propaganda (mas não é), é que o chip da Easysim 4U funcionou perfeitamente em Porto Rico, para que minha filha aniversariante pudesse falar com a família e com os amigos tanto por voz quanto via internet. Isso aconteceu pois Porto Rico é um estado associado dos Estados Unidos e o sistema de telecomunicações é integrado ao norte-americano.

Após mais um dia inteiro de navegação aproveitando o navio, na penúltima manhã chegamos às Bahamas, mais precisamente em Great Stirrup Cay, que nada mais é que uma ilhota com um grande clube de praia. Diversão para a criançada, alimentação incluída, espreguiçadeiras, aquele mar calmo e lindo das Bahamas e diversas praias. Quanto mais distantes, mais vazias. Optamos por alugar uma cabana para passar o dia, pois conheço minha turma...foi ótimo pois é privativa e tem frigobar com frutas e água, nachos, ventilador, ducha, colchões flutuantes e armários para você guardar suas coisas enquanto passeia pela ilha. Os cruzeiros Disney param em outra ilha, chamada Castaway Cay, mas que tem as mesmas opções.

À noite nos despedimos dos novos amigos, durante o último jantar a bordo, e arrumamos nossas malas para o desembarque, que ocorreu com muita tranquilidade. Pela manhã, a conta, a ser debitada no cartão de crédito apresentado no check in, está na porta da cabine. Não precisa ir a lugar nenhum para fechá-la, a não ser que haja algum problema ou se, no check in, você decidiu pagar em dinheiro. Nesse caso, tem que ir ao concierge para efetuar o pagamento em espécie.

Não se usa dinheiro vivo no navio! Tudo é colocado num cartão magnético que é, ao mesmo tempo, chave da cabine, cartão de pagamento e localizador de turno e local do jantar. E aí você verá todo mundo andando pra lá e pra cá com aqueles cordões porta-crachás que, na verdade, levam seu cartão magnético.

Se, no check in, você escolheu pagar com cartão de crédito, assinará uma autorização de débito inicial com base na quantidade de pessoas por cabine. Se escolheu pagar em espécie (dólares), após embarcar você deverá ir ao concierge e fazer um depósito. Se, durante o cruzeiro, você necessitar “reabastecer” o seu caixa, é só realizar novo depósito. Para controlar seus gastos há duas opções: ir ao concierge e solicitar um extrato impresso da sua conta ou então apenas visualizar os gastos pelo sistema interno de TV da cabine. Muito prático.

Lembro que algumas pessoas tomaram um susto ao ver que todo dia era debitada uma taxa de serviço na sua conta. Essa taxa de serviço é cobrada por pessoa, por noite, e é o equivalente à gorjeta, já que, como eu disse antes, não se usa dinheiro vivo no navio.

O desembarque é feito por um sistema de etiquetas coloridas e cada cor de etiqueta tem um horário específico de desembarque. As malas são colocadas nos corredores até as duas da manhã para serem recolhidas pela tripulação e levadas para o terminal. Todos vão para lugares previamente determinados para cada cor, como o teatro e os restaurantes, e são chamados aos poucos. O desembarque começa às 8 e só termina por volta de 1130 horas, pois ainda há necessidade de fazer imigração de entrada nos EUA.

Esse processo pode ser demorado para os que ficarem para o fim, por isso escolhemos o desembarque Self Assist, no qual nós mesmos levamos nossas malas sem ajuda de ninguém mas, em compensação, fomos da primeira turma a desembarcar, por volta de 0730. Mala de rodinhas está aí pra isso, e como ainda era início da viagem, com apenas uma mala para cada um, fomos à luta!

Desembarcamos, passamos pela imigração e pegamos um táxi para o Miami Downtown Intercontinental, aonde pegamos o carro da Alamo. Esse local é bem próximo do porto e ao lado do Bayside Marketplace e do hotel em que ficamos.

Ah, sim! Nossa cor no desembarque era roxo, com horário previsto para 10 da manhã. Acho que o Self Assist valeu a pena, pois por volta de 9 horas começamos a rodar por Miami, da qual vou falar no próximo post.

Abraço para todos!

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